Governo Trump revoga vistos de membros da Autoridade Palestina, adversária do Hamas, por acusações de 'terrorismo'

  • 29/08/2025
(Foto: Reprodução)
ONU critica plano israelense para expandir assentamentos na Cisjordânia O Departemento de Estado dos EUA revogou, nesta sexta-feira (29), os vistos americanos de membros da Autoridade Palestina e da coalizão que controla a entidade, a Organização para a Liberação da Palestina (OLP). O governo Trump acusa Autoridade Palestina e a OLP de serem associadas ao "terrorismo" e de "não cumprirem seus compromissos e por minarem as perspectivas de paz" no Oriente Médio. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A Autoridade Palestina foi criada para gerir politicamente os territórios palestinos, mas, desde que o grupo terrorista Hamas assumiu o controle da Faixa de Gaza, após as eleições de 2006, a entidade só exerce poder de fato sobre alguns enclaves na Cisjordânia. A OLP é adversária política do Hamas. "Antes que a OLP e a Autoridade Palestina (AP) possam ser consideradas parceiras em busca da paz, elas devem repudiar consistentemente o terrorismo — incluindo o massacre de 7 de outubro — e acabar com a incitação ao terrorismo na educação, conforme exige a lei dos EUA e como prometido pela OLP", diz o comunicado dos EUA. "A AP também deve encerrar suas tentativas de contornar as negociações por meio de campanhas jurídicas internacionais, incluindo apelos ao Tribunal Penal Internacional (TPI) e à Corte Internacional de Justiça (CIJ), além de esforços para garantir o reconhecimento unilateral de um Estado palestino hipotético. Ambas as ações contribuíram materialmente para a recusa do Hamas em libertar seus reféns e para o colapso das negociações de cessar-fogo em Gaza." Assentamentos na Cisjordânia Palestinos veem escombros casa demolida pelas Forças de Defesa deIsrael na vila de Beit Sira, na Cisjordânia, perto de Ramallah, em 19 de agosto de 2025 AP Photo/Mahmoud Illean O anúncio americano acontece no mesmo mês em que o governo de Israel anunciou planos para construir 3.400 moradias para israelenses em assentamentos na Cisjordânia, considerados ilegais pelo direito internacional. O plano visa dividir o território da Cisjordânia em dois, o que dificultaria a consolidação de um futuro estado palestino. O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, afirmou que o objetivo da expansão dos assentamentos é justamente este: "Aqueles que hoje querem reconhecer um Estado palestino receberão de nossa parte uma resposta no terreno (...) Com fatos concretos: casas, bairros, estradas e famílias judias construindo suas vidas", ele declarou no último dia 15. Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967. Cerca de três milhões de palestinos vivem lá, junto a aproximadamente 500 mil israelenses instalados em assentamentos condenados pela ONU e diferentes países. A ONU reagiu imediatamente, pedindo a Israel que não implemente esse projeto, chamado E1, que, segundo seus críticos, dividiria a Cisjordânia em duas e impediria definitivamente a criação de um eventual Estado palestino. Nesse mesmo sentido, a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, instou Israel a "desistir" de seu plano, que "mina ainda mais a solução de dois Estados e constitui uma violação do direito internacional". Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha, tradicional aliado de Israel, disse se opor "firmemente" ao projeto. A ONG israelense contra a colonização, Paz Agora, denunciou um "plano fatal para o futuro de Israel e para qualquer possibilidade de uma solução de dois Estados" para o conflito israelense-palestino. Assembleia Geral da ONU O anúncio acontece menos de um mês antes da Assembleia Geral da ONU, que ocorre anualmente em Nova York. Segundo o comunicado do governo Trump, a missão da Autoridade Palestina continuará recebendo livre acesso à sede da entidade, direito resguardado pelo acordo entre os EUA e as Nações Unidas. Não está claro, no entanto, se os membros da Autoridade Palestina que viriam para a Assembleia terão a entrada autorizada em território americano.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2025/08/29/governo-trump-revoga-vistos-de-membros-da-autoridade-palestina-adversaria-do-hamas-por-acusacoes-de-terrorismo.ghtml


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